Beyoncé no Rio: "Girl Power" do começo ao fim
Imagem: Felipe Panfilli/AgNews
RIO DE JANEIRO - O comentário era geral: há muito não se via um show com tanto rebolado e simpatia. Beyoncé subiu ao palco pela terceira vez no Brasil na noite deste domingo (7) e levou seu sorriso e olhos marcantes para os cariocas. “Não há lugar no mundo como o Brasil”, declarou a morena para milhões que lotaram o HSBC Arena.
O palco era dela e ninguém dava pitaco. O show de “I am... Tour” é marcado por segundo. Nenhuma requebrada é dada sem marcação. Mas Beyoncé fez questão de não bancar a irretocável e por várias vezes conversou com os fãs. Sortudos do gargarejo pegaram nas mãos da cantora e outros ajudaram Beyoncé a cantar os grandes sucessos direto do seu microfone.
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O set list, o mesmo dos shows de Florianópolis e São Paulo, faz a bonita passear pelas diversas faces que uma mulher pode incorporar: a santa, a poderosa, a selvagem e a romântica. Beyoncé interpreta cada uma com um toque especial. Ela rebola, joga os cabelos rebeldemente encaracolados para todos os lados, solta agudos altíssimos, faz cara de “vem, meu bem” e abusa da imagem de sexy. E tudo sem a menor vulgaridade.
É bonito de se ver. Mesmo quem não curte o som da morena devia passar pela experiência. A produção trabalha pesado para dar ao público – que pagou caro nos ingressos – o melhor show de suas vidas. Nívea Stelmann, uma das celebridades que o Famosidades trombou na pista VIP, mandou um recado: “É deslumbrante. Eu estou sem palavras. Vale muito a pena mesmo”.
Destaques, claro, para “Ave Maria”, que traz a musa em uma roupa meio santa-meio noiva. Em outra sequência, Beyoncé lembra suas experiências no cinema e encarna Etta James, com “At Last”, música que interpretou também no filme “Cadillac Records”. “Listen” também entrou na parada, e com ela cenas de “Dreamgirls”, produção que rendeu a Beyoncé indicação ao Globo de Ouro.
Sucessos como “If I Were a Boy”, “Ego” e “Irreplaceable” tiveram coro do público, e deixaram a mulher de Jay-Z de boca aberta. Por vezes, Beyoncé parou no palco e fez questão de olhar para cada canto da Arena. “Eu consigo ver cada um de vocês. Você, com a bandeira do Brasil para o alto. Você também, de camisa amarela”, disse, como em São Paulo. Cauê, um dos sortudos escolhidos por ela, ficou embasbacado quando ganhou uma toalha das mãos da moça. Beyoncé fez questão de pronunciar o nome do fã corretamente, assim como de Roberta, que fez aniversário neste domingo e ganhou parabéns mais que especial.
Ah, e a simpatia não parou por aí. Lázaro Ramos e Taís Araújo, que estavam no meio da galera da VIP, comentaram quando Beyoncé agachou, pegou um papel das mãos de um fã e deu um autógrafo no meio da apresentação. Depois dessa, o casal global até arriscou alguns passos a mais para o meio da galera, sempre com seguranças a tiracolo, claro.
Dani Suzuki foi outra que não desgrudou os olhos da morena quando esta entrou no palco com um colan preto com brilhos e lançou os primeiros passos de “Single Ladies”, um dos hits mais esperados da noite. Juliana Paes, esperta que só ela, desceu das cadeiras para o povão para cantar junto com Beyoncé. “Este é show de rebolar, e o Du [marido da atriz] não é muito fã. Mas eu sou demais”, disse.
Alguns chegaram a comentar que o que foi visto na noite de domingo bateu até Madonna. Se Beyoncé virará Rainha um dia como a loira? Não sei, mas deveria. O título de diva do R&B ela já tem com ou sem Grammys na mala (a moça ganhou seis fresquinhos recentemente). Beyoncé é dona das características ideais para o posto: é milimetricamente linda, simpática ao extremo e tem uma voz de arrepiar.
Depois da noite deste domingo, a repórter que vos escreve comprovou que o “efeito Beyoncé” demora a passar. O tum-tum-tum que marca a batida de muitas músicas ainda está no inconsciente. Sorte de quem tem ingresso garantido para o segundo show no Rio de Janeiro e ainda em Salvador, no dia 10. Para estes, é esperar pela diva.








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